A Parket, empresa brasileira especializada em pisos e soluções em madeira premium, chega aos 50 anos com uma estratégia apoiada em verticalização produtiva, controle de matéria-prima e atuação em projetos de alto padrão no Brasil e no exterior. Com parque fabril de 30 mil metros quadrados, centenas de colaboradores e equipe própria de instalação, a companhia busca consolidar sua posição em um segmento em que rastreabilidade, sustentabilidade e execução técnica passaram a pesar tanto quanto estética e acabamento.
A operação da empresa começou na década de 1970, a partir da identificação de uma oportunidade comercial nas madeiras nobres da região amazônica. O negócio, inicialmente estruturado de forma simples, evoluiu para uma companhia com atuação nacional e presença em projetos internacionais. Hoje, a Parket atende arquitetos, incorporadoras, hotéis e marcas de luxo com soluções que incluem pisos personalizados, escadas helicoidais, fachadas especiais, forros acústicos e acabamentos sob medida.
O avanço para o segmento de alto padrão ganhou força a partir de 2004, quando a empresa passou a trabalhar com carvalho europeu, material ainda pouco comum no mercado brasileiro à época. A partir dali, a Parket ampliou sua presença junto a arquitetos e designers de referência e passou a integrar projetos em hotelaria, varejo de luxo e empreendimentos residenciais premium.
Entre os projetos associados à marca estão hotéis como Fasano, Four Seasons e Rosewood, além de obras em mercados como Nova York, Hong Kong, Barcelona e Maldivas. Um dos endereços mais simbólicos é o Louvre Abu Dhabi, que reforça a presença internacional da empresa e sua capacidade de atender projetos de alta exigência técnica.
A sustentabilidade é um dos eixos da estratégia. A Parket mantém seis florestas próprias sob manejo sustentável no Brasil, na Bolívia e no Peru, estrutura que permite maior previsibilidade de fornecimento, rastreabilidade e eficiência no uso da matéria-prima. Em um mercado cada vez mais pressionado por critérios ambientais, essa base florestal funciona como ativo estratégico.
Outro ponto central é o uso do piso engenheirado. Segundo a empresa, a mesma quantidade de madeira nobre que antes produzia cerca de 20 metros quadrados de piso maciço hoje pode gerar até 120 metros quadrados de piso engenheirado. A tecnologia amplia o aproveitamento da matéria-prima, reduz desperdícios e preserva características valorizadas no alto padrão, como durabilidade, estabilidade e acabamento.
A verticalização também reduz a dependência de terceiros em etapas sensíveis da operação. Ao controlar desde a origem da madeira até a instalação, a Parket consegue entregar projetos personalizados com maior previsibilidade técnica. Esse modelo é especialmente relevante em obras de luxo, nas quais atrasos, falhas de acabamento e incompatibilidades entre projeto e execução têm custo elevado.
Aos 50 anos, a Parket tenta reforçar uma posição rara no setor: a de uma empresa brasileira capaz de unir escala industrial, matéria-prima rastreável, domínio técnico e presença em projetos globais. No mercado de alto padrão, onde reputação se constrói no detalhe e se perde no rodapé mal instalado, essa combinação virou o principal argumento de crescimento da companhia.
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